O terceiro mandato presidencial vai exigir negociação permanente e construção de alianças amplas devido à oposição fortalecida no Congresso Nacional. Os desafios para a governabilidade foram debatidos durante o Seminário Brasil 2027, realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.
Segundo o professor Lúcio Rennó, da Universidade de Brasília, a direita terá mais da metade das cadeiras no Congresso, considerando o avanço de representantes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ao Progressistas e aos Republicanos. O cientista político Cláudio Couto, da Fundação Getulio Vargas, aponta que o governo enfrentará uma oposição que pode operar em lógica de sabotagem.
Para viabilizar a agenda do governo, os partidos do centrão terão papel estratégico, sobretudo na Câmara dos Deputados, com um dos primeiros testes sendo a eleição para as presidências da Câmara e do Senado em fevereiro. A articulação também exigirá coordenação política dentro do Executivo e mediação da Casa Civil.
Além da negociação parlamentar, pesquisadores destacam a importância da mobilização da sociedade e dos movimentos sociais para sustentar a pauta governista. O debate político também pode envolver temas como a redução da maioridade penal para 16 anos e propostas de reforma no Supremo Tribunal Federal.